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	<title>Literatura Surreal</title>
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	<description>Literatura supra-realista</description>
	<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 15:17:39 +0000</pubDate>
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		<title>&#8220;Big Brother Molestadores&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Feb 2008 20:48:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Mazza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[Urgente]]></category>

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		<description><![CDATA[
O site Family Watchdog rastreia mais de 470 mil molestadores sexuais de todos os tipos nos EUA e disponibiliza para o público suas fotos, o endereço de suas casas e trabalhos. Veja a notícia no G1.
Concordamos que o mal está aí, que não é relativizável, nem deve ser combatido com especulações vazias ou atitudes meramente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-align:center;"><img src="http://literaturasurreal.files.wordpress.com/2008/02/mapa1.jpg" alt="Mapa do crime" /></div>
<p align="justify">O site <a href="http://www.familywatchdog.us/" target="_blank">Family Watchdog</a> rastreia mais de 470 mil molestadores sexuais de todos os tipos nos EUA e disponibiliza para o público suas fotos, o endereço de suas casas e trabalhos. Veja a <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL310552-6174,00.html" target="_blank">notícia no G1</a>.</p>
<p align="justify">Concordamos que o mal está aí, que não é relativizável, nem deve ser combatido com especulações vazias ou atitudes meramente caridosas. O mal urge e requer solução também urgente. Porém&#8230;<span id="more-30"></span></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://literaturasurreal.files.wordpress.com/2008/02/013513391-ex00.jpg" alt="Cadastro do molestador" height="256" width="410" /></div>
<p align="justify">Repare a curiosa dinâmica psíquica por detrás da busca por justiça: toda a tensão suportada pelo ‘eu’ a fim de cumprir as leis é imediatamente transmutada em ira contra todo aquele que infringe as mesmas. O importante é perceber que a ira não é necessariamente proporcional ao motivo que a suscitou, pois é o estopim de toda a angústia acumulada por <i>diversos motivos</i> (deduza o que acontece numa sociedade que oferece tantos). E é assim que outras razões – aquém da justiça em si – podem levar as pessoas à desenfreada ‘busca por justiça’ podendo gerar um círculo vicioso de violência, um mal que se realimenta e cresce. Resumindo, <b>bons motivos</b> podem suscitar<b> más atitudes</b> e <b>péssimas conseqüências</b>.</p>
<p align="justify">Não é que eu seja totalmente contra justiça popular, mas creio que o foco está equivocado. Se tanto esforço fosse feito em termos de prevenção – em vez de meramente punição – da violência, ouso dizer que o problema já estaria resolvido. Eu sei, você sabe e todo mundo sabe que o confuso problema da violência começa a ser resolvido pela boa educação. Sem ela, os diversos mal-estares sociais crescem como epidemias e juntos vão debilitando a saúde da sociedade e do Estado chamado democrático.</p>
<p align="justify">Mas o que vem a ser a boa educação?</p>
<p align="justify">Se por um lado essa pergunta é profundamente filosófica implicando num debate mais longo do que permite a urgência do referido problema, por outro já podemos apontar com facilidade o que uma boa educação não é (que vou preferir debater com quem deixar comentários em vez de dizer aqui). O conceito de educação a que venho aludir é bem abrangente, refere-se a toda informação que nos chega e/ou se nos é disponibilizada com uma “visão de mundo” implícita ou pressuposta, ou seja, quase tudo. A Educação é essencialmente uma visão de mundo que deve corresponder ao que a realidade é – e ao que pode vir a ser e ao que deve ser – o mais possível. É da noção de Bem, do que o mundo é e do que pode torna-se que se deduz – relativamente à parte da vida que cabe o “dever” – o que se deve fazer. Assim, o ato ético, obviamente, depende da boa educação.</p>
<p align="justify">A insistência em investir mais em remédio que em prevenção do mal sugere que se vê na “justiça” muito mais uma oportunidade de realizar os próprios desejos violentos do que de verdadeiramente extinguir o mal. Veja no filme “Justiça a qualquer preço” como é romantizada a “violência pela justiça” na cultura estadunidense.</p>
<p align="justify">Não sei quanto a vocês, mas eu prefiro um mundo bom a um mundo justo. A justiça é bem-vinda só quando pretende prevenir que o mal se alastre, não quero uma vida onde a justiça é um fim em si mesmo.</p>
<p align="justify">Creio que publicar fotos de ex-presidiários e o lugar onde moram e trabalham é muito mais fonte de novos problemas do que solução. É bem mais provável que esse ‘Big Brother Crime’ inviabilize a recuperação dos ex-presidiários do que ajude de alguma maneira&#8230;</p>
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			<media:title type="html">Mapa do crime</media:title>
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			<media:title type="html">Cadastro do molestador</media:title>
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		<title>Novo show de assaltos no Rio</title>
		<link>http://literaturasurreal.wordpress.com/2008/02/18/novo-show-de-assaltos-no-rio/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 04:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Mazza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<category><![CDATA[Urgente]]></category>

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		<description><![CDATA[

 O problema essencial para a espécie humana, aquele que a natureza obriga o homem a resolver, é a realização de uma Sociedade Civil que administre o direito de maneira universal.

(Idéia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita)
Kant
Hoje (17 de fevereiro) no show de Claudia Leite na praia de Copacabana ficou óbvia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div align="center"><img src="http://literaturasurreal.files.wordpress.com/2008/02/arma_assalto.jpg" alt="Arma assalto" /></div>
<div align="justify">
<blockquote><p> O problema essencial para a espécie humana, aquele que a natureza obriga o homem a resolver, é a realização de uma <i>Sociedade Civil</i> que administre o direito de maneira universal.</p></blockquote>
</div>
<div align="right">(Idéia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita)<br />
<b>Kant</b></div>
<p align="justify">Hoje (17 de fevereiro) no show de Claudia Leite na praia de Copacabana ficou óbvia a falta de estrutura na Zona Sul para comportar esses mega-eventos. Ocorreram inúmeros assaltos e brigas na praia e nas ruas num verdadeiro caos no evento que deveria terminar às 22h mais passou das 22h40 sendo interrompido pela PM.<span id="more-27"></span></p>
<p align="justify"> Seguindo o ano novo houve show do Skank na praia de Copacabana também com diversas brigas (que Samuel Rosa fez o que pôde para evitar inclusive parando a música algumas vezes) e assaltos, carnaval e hoje esse caótico evento que na tevê aparece só a parte boa. Estamos no meio de fevereiro vivendo em clima de carnaval ininterrupto desde dezembro sem que haja policiamento adequado nem estrutura de trânsito acarretando em grandes engarrafamentos.</p>
<p align="justify">Sabemos o caldeirão de favelas que o Rio é, sabemos que, como a lei não chega a locais pobres, esses se tornam propícios para o aumento do crime funcionando como quartel do tráfico e Cia (e pior, lado a lado com bons cidadãos que lá moram, é bom que se diga). E é nesse mesmíssimo lugar onde ocorrem eventos abertos ao público com quantidade ínfima de policias por civis. Preciso deduzir o resultado? Daria para brincar dizendo que “deve haver parceria de assaltantes com poder público”.</p>
<p align="justify">Não tenho nada contra shows, carnaval, etc., sou fã de nossa riqueza cultural, mas não posso ser passivo com a irresponsabilidade que está ocorrendo. Convido você a postar sobre o tema no seu blog e/ou deixar um comentário aqui, ou somar sua voz por qualquer outro meio em protestos direcionados à Prefeitura e ao Governo do Estado por melhor planejamento desses eventos em curto prazo, bem como maior investimento em Educação e integração da população das favelas na sociedade em longo prazo.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/literaturasurreal.wordpress.com/27/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/literaturasurreal.wordpress.com/27/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/literaturasurreal.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/literaturasurreal.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/literaturasurreal.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/literaturasurreal.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/literaturasurreal.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/literaturasurreal.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/literaturasurreal.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/literaturasurreal.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/literaturasurreal.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/literaturasurreal.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=literaturasurreal.wordpress.com&blog=2428804&post=27&subd=literaturasurreal&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Brincar de viver</title>
		<link>http://literaturasurreal.wordpress.com/2008/02/15/brincar-de-viver/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 13:41:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Mazza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tropos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nossa razão às vezes nos torna tão infelizes quanto nossas paixões; e pode-se dizer do homem, quando se encontra nesse caso, que é um doente envenenado por seu médico.
(Pensamentos, máximas e anedotas)
Chamfort 

Tome cuidado, você está se degenerando por me amar, pode perder-se para sempre. Aviso como se não desejasse justamente isso, como se não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote>
<p align="justify"><font color="#333333">Nossa razão às vezes nos torna tão infelizes quanto nossas paixões; e pode-se dizer do homem, quando se encontra nesse caso, que é um doente envenenado por seu médico.</font></p>
<p align="right"><font color="#333333">(Pensamentos, máximas e anedotas)</font></p>
<p align="right"><font color="#333333"><b>Chamfort</b> </font></p>
</blockquote>
<p align="justify"><font color="#800080">Tome cuidado, você está se degenerando por me amar, pode perder-se para sempre. Aviso como se não desejasse justamente isso, como se não quisesse ser objeto de todo o seu carinho. Quando pensa estar se encontrando, quando sente ter descoberto o sentido da vida, quando acredita ter tornado-se independente do mundo, é exatamente quando viciou-se no que jamais poderia controlar.</font><span id="more-26"></span></p>
<p align="justify"><font color="#008000">Sinto-me estranhamente poderoso e, apesar de pressentir verdade no que diz, creio que está enganada quanto ao poder que o poder tem sobre mim. Estou bem, ainda que perdido porque não há para aonde ir – o que se há de fazer da vida? –, então aqui é o melhor lugar para se estar. Ao menos até que me canse de você e tenha que mutilar do coração o pedaço seu.</font></p>
<p align="justify"><font color="#800080">Quando acaricio assim sua pele e fico hipnotizada</font><font color="#800080"> por seu olhar minh’alma vê dentro de si a covardia que estou fazendo: não o amo, mas quero que me ame. É assim que funciona uma fêmea, sabe. Ela não ama, faz apenas tudo que pode para ver o homem amá-la e, quando percebe que finalmente isso aconteceu, perde imediatamente o interesse, sente náuseas do destino a seu lado. A mulher só pode gostar para sempre de um homem que jamais conquista por inteiro. Você deve ter isso em mente sempre que, dentre os abraços delas, pensar se deve ou não entregar sua alma, porque não deveria jamais: resistir é o fardo dele e entregar-se, o dela. Nem um nem outro pode escapar do que determina sua natureza – sem pagar por isso –, uma bélica, outra traiçoeira.</font></p>
<p align="justify"><font color="#008000">Da mesma maneira que uma mulher pode tornar-se feliz simplesmente por ser desejada, o homem o pode simplesmente por ser livre, por caminhar sozinho pelas vielas do mundo e nisso está seu perigo, ó menina, nisso consiste o poder que você não tem. É esse meu olhar-para-adiante e seguir, ainda que à própria destruição com confiança, na sua direção ou noutra que faz suas asinhas tremerem de medo da solidão. É esse meu fanatismo viril e sem objeto, essa minha vontade-de-poder que a ameaça porque me faz transcender involuntariamente, me faz subir e subir e crescer sobre querubins e deuses, abismo adiante.</font></p>
<p align="justify"><font color="#800080">Verdade. Mas as fadas são diferentes, amor, são mais traiçoeiras porque existem como fim em si mesmo da representação. Como você poderia assegurar-se de que eu, um vírus cósmico, poderia tornar-me de crime em vítima?</font></p>
<p align="justify"><font color="#008000">Não percebe que seu discurso contraditório revela seus limites e sua estratégia? Estarei bem seguro enquanto não tentar assegurar-me disso. Sigo meu caminho pelo mundo com ou sem você. Caminho sem início, sem fim, sem propósito senão os que invento sozinho, gosto de ver o mundo girar veloz sob meus pés, de brincar de viver. É salvívico, também belo e irônico: brincar assim é tão melhor por você não poder participar&#8230;</font></p>
<p align="center"><b>Traiçoeiro e bélico</b></p>
<p align="justify"><font color="#008000">Não é verdadeiro isso que você faz como se o masculino fosse necessariamente bélico e o feminino traiçoeiro. Na verdade são dois pólos necessários da relação coexistêncial. A sagacidade é inerente a todo espírito, independentemente de gênero. Da mesma maneira que a água circunda a rocha procurando o caminho mais fácil, um espírito circunscreve o outro nas compartilhadas circunstâncias. Então um em relação ao outro é definido como viril ou malandro e quando essa relação se intensifica são redefinidos como bélico ou traiçoeiro. Como por muito tempo os homens se impuseram às mulheres pela força física, a cultura canonizou o papel de traiçoeira para as mulheres, porque era o que lhes restava.</font></p>
<p align="justify"><font color="#008000">É curioso que se diga da mulher que foge ao padrão “é masculina” e do homem “é feminino” como se as características fossem inerentes ao gênero. Se, inerentes, fossem, seria impossível desobedecê-las: se se pode desobedecer a natureza, então não é natureza, oras! É cultura ou mania ou sei lá&#8230; Não digo que os espíritos do homem e da mulher não tenham profundas diferenças, mas que certamente essas não são definidas por estereótipos assim.</font></p>
<p align="justify"><font color="#800080">Não me comprometi a dizer verdades, não é? Apenas a contar histórias e conduzi-lo pelo meu mundo&#8230; Nosso diálogo filosófico é bônus. Você devia se cansar de estragar a brincadeira! Rsrsr</font></p>
<p align="justify"><font color="#008000">Que você é traiçoeira é um fado do qual não me deixa esquecer. Parece uma característica inerente à sensualidade das fadas cuja única fonte de motivação é o engano. O que me intriga não é sua essência, mas sim o fato de estar me revelando o íntimo dela. Porque é paradoxal que algum mentiroso se confesse como tal&#8230;</font></p>
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		<title>Nova aba &#8216;Artigos&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 18:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Mazza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Informalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Em breve entra uma nova aba no blog chamada “Artigos” onde se encontrará a lista de páginas e subpáginas onde os assuntos principais são abordados de forma mais metódica. Não cabia colocá-los em posts porque esses pressupõem organização cronológica, diferentemente dos artigos.
Como um dos termos-chave de nossa proposta é “fantasia”, já está sendo preparado estudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">Em breve entra uma nova aba no blog chamada “<b>Artigos</b>” onde se encontrará a lista de páginas e subpáginas onde os assuntos principais são abordados de forma mais metódica. Não cabia colocá-los em posts porque esses pressupõem organização cronológica, diferentemente dos artigos.<span id="more-25"></span></p>
<p align="justify">Como um dos termos-chave de nossa proposta é “fantasia”, já está sendo preparado estudo desse termo e o sentido que lhe cabe no LS. Seria muito interessante o debate sobre o tema nos ‘comentários’ do artigo ou no ‘fórum Educoteca’.</p>
<p align="justify">A relevância desse termo, como veremos, está na potência alegorizadora (capacidade de representar – possibilitando fruir – a realidade de perspectivas peculiares). Está também na facilidade de “encontrar o inesperado” (como costuma ocorrer na boa arte) em fundando novos mundos, proporcionando o distanciamento crítico do primeiro.</p>
<p align="justify">Mesclando razão com ficção no coração da fantasia geramos uma massa interessante de idéias que, sendo reformulada e purificada pela razão, pode levar o conhecimento a dar um passo inesperado(?) “verdade acima”. É a fundamental sinergia entre arte e filosofia. Isso dá uma boa discussão&#8230;</p>
<p align="justify">Por enquanto, dê uma olhadinha nas <a href="http://literaturasurreal.wordpress.com/artigos/fantasia/definicao/" target="_blank">definições de fantasia</a>.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/literaturasurreal.wordpress.com/25/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/literaturasurreal.wordpress.com/25/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/literaturasurreal.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/literaturasurreal.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/literaturasurreal.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/literaturasurreal.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/literaturasurreal.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/literaturasurreal.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/literaturasurreal.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/literaturasurreal.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/literaturasurreal.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/literaturasurreal.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=literaturasurreal.wordpress.com&blog=2428804&post=25&subd=literaturasurreal&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Proibição do Counter-Strike (Game over!)</title>
		<link>http://literaturasurreal.wordpress.com/2008/01/31/proibicao-do-counter-strike/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 03:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Mazza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[
A antiga guerra entre liberdade individual e Estado se renova na proibição da nova versão do jogo para computador Counter-Strike e EverQuest. Veja no site do PROCON - Goiás:

Em cumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da 17a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, válida em todo o território nacional, nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-align:center;"><font color="#333333"><img src="http://literaturasurreal.files.wordpress.com/2008/01/cs.jpg" alt="Counter-Strike" /></font></div>
<p align="justify"><font color="#333333">A antiga guerra entre liberdade individual e Estado se renova na proibição da nova versão do jogo para computador Counter-Strike e EverQuest. Veja no site do <a href="http://www.procon.go.gov.br/procon/detalhe.php?textoId=001092" target="_blank">PROCON - Goiás</a>:</font></p>
<blockquote>
<p align="justify">Em cumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da 17a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, válida em todo o território nacional, nos autos da Ação Civil Pública n° 2002.38.00.046529-6, o PROCON/GO está apreendendo no Estado de Goiás os <b>jogos virtuais de vídeo-games e computadores: “Counter-Strike” e “Everquest”</b>, que foram considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. (&#8230;)<span id="more-13"></span></p>
</blockquote>
<p align="justify"><font color="#333333">Você reparou que existem diversos jogos violentos sendo vendidos nas lojas de informática e os únicos proibidos são os que denunciam a <b>realidade brasileira</b>? Porque não proibiram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Doom" target="_blank">Doom</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quake" target="_blank">Quake</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Unreal" target="_blank">Unreal</a>? Lembra que a primeira polêmica com o CS ocorreu também quando começaram a surgir cenários em favelas cariocas?</font></p>
<div align="justify">
<blockquote><p><font color="#333333">Se o Estado proíbe ao indivíduo o recurso à injustiça, não é porque queira suprimir a injustiça, mas porque quer monopolizar esse recurso, como monopoliza o sal e o tabaco. O Estado em guerra permite-se todas as injustiças, todas as violências, a menor das quais desonraria o indivíduo.</font></p></blockquote>
</div>
<p align="right"><font color="#333333">(Ensaios de psicanálise) </font></p>
<p align="right"><font color="#333333"><b>Freud </b></font></p>
<p align="justify"><font color="#333333">A verdade é que a “violência” é só um pretexto. Toda vez que se percebe</font><font color="#333333"> o potencial que um jogo tem de revoltar a população contra o governo, de trazer à luz a irresponsabilidade de nossos governantes, de denunciar para o mundo a piada de mau gosto que o Brasil é, eles proíbem. Não foi o mesmo motivo com o <a href="http://jogowarinrio.blogspot.com" target="_blank">War in Rio</a>? Por que diabos proibir aquele joguinho inofensivo? Se tanto esforço fosse feito para proibir a violência <b>na realidade</b> duvido que <b>na fantasia</b> fosse considerada tão grande problema. O jogo cruel que é nossa realidade deve mudar através de <b>soluções reais, não meramente fictícias</b>.</font></p>
<p align="justify"><font color="#333333">“Por que jogos violentos vendem tendo?” Esse é o tipo de pergunta que os interessados em resolver o problema perguntam primeiro. Por que os desenhos-animados violentos interessam mais as crianças? Porque o Brasil produz mais filmes sobre violência do que de qualquer outro gênero? E por que os livros sobre miséria, sofrimento, abusos e toda sorte de violência estão sempre entre os best-sellers mundiais? Dizer que esse interesse é apenas dos jovens ou proibi-las de trabalhar na fantasia as informações que recebem do mundo real <i>como tambem fazem os adultos</i>, isso, sim, é um ato criminoso, principalmente num país onde o noticiário é pior que o próprio Counter-Strike!</font></p>
<p align="justify"><font color="#333333">Quero, portanto, convidar o leitor a fazer o que o Estado pretende proibi-lo: revoltar-se, mover-se, pensar por si mesmo. Seja através de um jogo, de uma conversa engajada ou de estudo perceba que temos de mudar as regras do jogo nós mesmos. Participe ou incentive o protesto que ocorrerá em São Paulo no próximo dia 2 contra essas proibições arbitrárias.</font></p>
<div align="center"><font color="#333333">People Wins!</font></div>
<div align="center"><font color="#333333">Game Over!</font></div>
<div align="justify">
<blockquote><p>De fato, somos uma liberdade que escolhe, mas não escolhemos ser livres: estamos condenados à liberdade.</p></blockquote>
</div>
<p align="right">(O ser e o nada)</p>
<p align="right"><b>Sartre </b></p>
<p><font color="#333333">Links:</font></p>
<p><font color="#333333"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u368290.shtml" target="_blank">Sobre o protesto</a></font></p>
<p>Proibição no <a href="http://www.procon.go.gov.br/procon/detalhe.php?textoId=001092" target="_blank">PROCON - Goiás</a>.</p>
<p><font color="#333333"><a href="http://liberdadegamer.wordpress.com/" target="_blank">Blog Liberdade Gamer</a> (com vários posts sobre o assunto)</font></p>
<p>Na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Counter-Strike" target="_blank">Wikipédia </a></p>
<p><font color="#333333"><a href="http://charges.uol.com.br/2008/01/29/cotidiano-game-over/" target="_blank">Charge</a> sobre o tema</font></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/literaturasurreal.wordpress.com/13/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/literaturasurreal.wordpress.com/13/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/literaturasurreal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/literaturasurreal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/literaturasurreal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/literaturasurreal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/literaturasurreal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/literaturasurreal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/literaturasurreal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/literaturasurreal.wordpress.com/13/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/literaturasurreal.wordpress.com/13/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/literaturasurreal.wordpress.com/13/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=literaturasurreal.wordpress.com&blog=2428804&post=13&subd=literaturasurreal&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Daniel</media:title>
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			<media:title type="html">Counter-Strike</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Era uma vez&#8230; a Gênese do caos</title>
		<link>http://literaturasurreal.wordpress.com/2008/01/06/era-uma-vez-a-genese-do-caos/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 14:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Mazza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[


O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão.
Benjamin Franklin

Era uma vez, um deus curioso chamado Teo. Ele, como todos os demais, vivia na taverna, naquela eterna bebedeira, jogatina e sacanagem. Mas sua tendência curiosa começou a aguçar-se ao longo dos séculos, então entre uma jogada e outra, entre um gole e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-align:center;"><img src="http://educoteca.arquivo.googlepages.com/lua.jpg" alt="Lua" border="0" height="330" width="330" /></div>
<blockquote>
<div align="center"></div>
<p align="center"><i>O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão.</i></p>
<p align="right"><b>Benjamin Franklin</b></p>
</blockquote>
<p align="justify">Era uma vez, um deus curioso chamado Teo. Ele, como todos os demais, vivia na taverna, naquela eterna bebedeira, jogatina e sacanagem. Mas sua tendência curiosa começou a aguçar-se ao longo dos séculos, então entre uma jogada e outra, entre um gole e outro ou uma safadeza e outra ouvia histórias com mais atenção que o usual.<span id="more-5"></span></p>
<p align="justify">  Ele percebeu que da infinita repetição dos ritos de prazer a única coisa que mudava eram as histórias e com o tempo, elas tornaram-se seu maior objeto de satisfação. Teo ouvia toda sorte de histórias, desde lendas de heróis e histórias sem sentido a contos de fadas, e preferia tragédias e comédias.</p>
<p align="justify">  Curiosamente seu passatempo excêntrico se alastrou tornando-se febre no Céu. Teo, percebendo a repercussão real e o papel transcendente da ficção resolveu organizar um torneio de contos valendo bebidas.</p>
<p align="justify">  Organizaram em roda e, um a um diante do balcão contava uma história original e a que mais agradava a corja recebia o éter. Como em todo o jogo, as apostas foram subindo e o éter tornou-se menor das pagas, o que realmente agitava o pessoal era a chamada “aposta de representação”. Consistia, no caso de haver perdido a partida anterior participar como personagem da história seguinte. Como todos os poderes estavam à disposição da turma essa representação envolvia uma suspensão temporária do caráter divino do sujeito participando verdadeiramente daquele conto, ele esquecia haver sido um deus, haver tido poderes haver possuído tudo quanto quisesse à sua disposição para entregar-se à interpretação perfeita.</p>
<p align="justify">  Teo, por conhecer mais histórias e ser curioso a mais tempo costumava ganhar a maioria dos concursos. Certa noite, após vencer os companheiros propôs que todos fossem personagens de sua história e além de personagens, fossem autores&#8230;</p>
<p align="justify">  Era uma vez, disse <b>Cronos</b>, um Universo trágico que existiu desde sempre e existirá eternamente.</p>
<p align="justify">  <b>Zeus:</b> o Universo é tão grande quando podemos imaginar, um lugar bem vazio cuja matéria ocupa uma parte ínfima dele. Há alguns lugares habitados, mas não são muitos, nem são o centro de nada, a vida está perdida no espaço-sem-fim. Para não termos de definir o que acontece em cada instante deve haver leis gerais que rejam o cosmos por padrões.</p>
<p align="justify">  <b>Jeová:</b> mas, ainda assim, há coisas imprevisíveis e quanto à vida, façamos à nossa imagem e semelhança.</p>
<p align="justify">  <b>Brahma:</b> a vida surge lentamente com muito esforço.</p>
<p align="justify">  <b>Vishnu:</b> a vida compete entre si pela sobrevivência.</p>
<p align="justify">  <b>Shiva:</b> mas um dia os viventes morrem de qualquer maneira.</p>
<p align="justify">  <b>Lúcifer:</b> a vida deseja sempre mais do que pode ter.</p>
<p align="justify">  <b>Jesus:</b> as pessoas se sentem angustiadas e carentes de salvação sobrenatural por um ser invisível para não acabar num inferno invisível criado por um Deus amoroso por causa de um suposto pecado original que eles nem cometeram! Eles&#8230;</p>
<p align="justify">  <b>Shiva:</b> pega leve, cara&#8230; Jesus não sabe brincar! Ele não pode participar dessas coisas&#8230;</p>
<p align="justify">  <b>Lúcifer:</b> eu tinha pensado nisso antes, mas nem falei porque achei que já era muita apelação.</p>
<p align="justify">  <b>Jesus:</b> Posso terminar? Obrigado. Eles não são salvos por serem bons ou maus, mas por crerem ou não em mim.</p>
<p align="justify">  <b>Zeus:</b> não, aí não. Se essa valer eu e minha turma saímos do jogo.</p>
<p align="justify">  <b>Lúcifer:</b> deixa, eu vou pregar ele no pau do jeito que ele gosta.</p>
<p align="justify">  <b>Jeová:</b> haverá um povo que se sente melhor que os outros e que vai ficar com todo o dinheiro.</p>
<p align="justify">  <b>Lúcifer:</b> aí, mais um! Eles têm essa fixação&#8230; Nunca ouviram falar de igualdade. São fominhas, é tudo pra eles. Sempre tem uns bonzinhos escolhidos deles e o resto é mau!</p>
<p align="justify">  <b>Apolo:</b> os viventes não nascem cientes da história que participam, mas aprendem coisas a partir do que lhes aparece, do pensamento sobre o que aparece e do autoconhecimento.</p>
<p align="justify">  <b>Eros:</b> apesar de competirem entre si, existe o amor que torna essa tragédia em comédia.</p>
<p align="justify">  <b>Afrodite:</b> Mas para que o amor não vença o caos e acabe a história não deve jamais ser correspondido senão por breves momentos. O amor é diferente de tudo, faz da pessoa a melhor e pior coisa do Universo, divino e infernal.</p>
<p align="justify">  <b>Jesus:</b> ah, a “deusa do amor”, mas é uma despeitada mesmo!</p>
<p align="justify">  <b>Afrodite:</b> não fica assim, eu deixo você ser a deusa do amor também&#8230;</p>
<p align="justify">  <b>Vishnu:</b> fiquem quietas, é a minha vez. Deixa-me ajeitar isso. Quando a vida atingir certo nível de conhecimento vai acreditar em deuses, mas ainda que venha saber como tudo começou nunca acreditará que foi de forma, assim, tão estúpida.</p>
<p align="justify">  <b>Alá:</b> a gente pode disfarçar fazendo-os adorar uma coisa ainda mais estúpida, por exemplo um animal qualquer.</p>
<p align="justify">  <b>Lúcifer:</b> mas, no fundo, suspeitarão&#8230; Peraí falta mais um do trio-ternura, cadê? É o puxa-saco.</p>
<p align="justify">  <b>Espírito Santo:</b> E eu vou levar toda honra e toda a glória ao pai Jeová. E estarei sempre aí para fazer tudo que o filho e o pai quiserem.</p>
<p align="justify">  <b>Brahma:</b> sem comentários&#8230; Que tal todos nós interpretarmos cada vida alternadamente? Tipo RPG.</p>
<p align="justify">  <b>Zeus:</b> Eu começo mestrando. Certa vez, estavam os homens na taverna, assim como nós, contando histórias, mas eles pensaram ser deuses contando histórias fictícias.</p>
<p align="justify">  <b>Teo:</b> Ora, ‘eles’ somos nós!</p>
<p align="justify">  E nesse instante tudo se tornou definitivamente real e eles jamais acreditaram que já foram deuses contando histórias&#8230; e o mundo seguiu sem rumo.</p>
<p align="right"> <b>Daniel Mazza</b></p>
<div align="justify">Não copie, linke para cá <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </div>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/literaturasurreal.wordpress.com/5/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/literaturasurreal.wordpress.com/5/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/literaturasurreal.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/literaturasurreal.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/literaturasurreal.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/literaturasurreal.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/literaturasurreal.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/literaturasurreal.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/literaturasurreal.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/literaturasurreal.wordpress.com/5/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/literaturasurreal.wordpress.com/5/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/literaturasurreal.wordpress.com/5/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=literaturasurreal.wordpress.com&blog=2428804&post=5&subd=literaturasurreal&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A morte</title>
		<link>http://literaturasurreal.wordpress.com/2008/01/03/a-morte/</link>
		<comments>http://literaturasurreal.wordpress.com/2008/01/03/a-morte/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Jan 2008 15:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Mazza</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tropos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Se não se espera, não se encontra o inesperado.
Heráclito

Afinal, fada, o que a morte é?

Aquilo que geralmente se teme perder na morte é justamente o que subsiste: o desejo, porque é do Mundo, não do homem. E tudo que arrastava à infelicidade se vai e já vai tarde&#8230; Veja como a temida morte parece quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote>
<p align="center"><i>Se não se espera, não se encontra o inesperado.</i></p>
<p align="right"><b>Heráclito</b></p>
</blockquote>
<p align="justify"><font color="#008000">Afinal, fada, o que a morte é?</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Aquilo que geralmente se teme perder na morte é justamente o que subsiste: o desejo, porque é do Mundo, não do homem. E tudo que arrastava à infelicidade se vai e já vai tarde&#8230; Veja como a temida morte parece quase uma bênção desse ponto. O único verdadeiro pesar do final humano é o desperdício de sua memória, porque esquecer é morrer de verdade. O indivíduo e sua parte do Belo residem na memória íntima: nos porquês pessoais, na história de suas decisões, nos desejos preferidos e preteridos, nas belezas do cuidado de si, cuidado, esse, não compartilhado pelo Cosmos que há de desmanchar a trama pessoal para tramar seus próprios fins.</font><font color="#800080"><span id="more-3"></span></font></p>
<p align="justify"><font color="#800080"> A memória do Cosmos é arquetípica, habita as consciências sem nelas residir.</font><font color="#800080">O Cosmos, dirigido pelo Logos, gosta de regenerar a vida a partir do nada a cada geração guardando apenas o que lhe convém nos referidos arquétipos (novos e ancestrais) – seres meio ideais, meio reais –, é através deles que a Natureza engana o indivíduo fazendo com que, ao procurar seus próprios fins, sirva aos dela. Cabe a cada um cuidar de si porque o Mundo cuida das coisas do Mundo e o homem está perdido no organismo das deidades, nas engrenagens do destino e nos labirintos do Belo no ego.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Oh! homem, sempre habitado por belezas maiores que ele – capaz de compreender e desejar o infinito – está condenado a nunca possuí-las, que diabo cruel arbitrou isso? Contra esse mal, a fim de ver coisas que só aparecem através de outras, no nível do indivíduo a memória é o primeiro corpo da alma, é seu lugar-real, a nível coletivo é o mais alto bem da humanidade. É, aliada ao intelecto, seu instrumento para libertar-se de dívidas para com deuses – que também estão sempre devendo.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Das coisas essenciais à vida boa de homem – às quais à maioria não convém chamar “bens”, pois não as possui, mas participa – eis como o bem mnemônico posiciona-se. De alto a baixo: o desejo que é o acesso (mediato e imediato) ao Belo; a sensibilidade, que é o acesso a alguns seres que tem acesso ao homem; a razão, que é o poder de articular seres (que se divide em poder de perceber – quando unido à memória – e lidar com – quando unido ao desejo – umas coisas através de outras); a memória que é o poder de guardar o caminho até uma coisa noutra; e, por fim, fora da escala, a maturidade, poder de articular conjuntamente os poderes. Abaixo dessa esfera estão os bens comuns, os quais guardam seu valor a no maior bem: a própria memória, o único &#8216;bem&#8217; espiritual no sentido estrito. Como é sua essência, o homem é obrigado a usar seus poderes em cada circunstância, não pode escapar do mundo, é a lei que a Natureza arbitrou para garantir a tirania.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Enquanto na morte o desejo subsiste, o indivíduo desejante morre e não se pode fazer figura precisa da morte porquanto morte é justamente ausência dela. Se fosse possível guardar toda a memória na arte&#8230; seria impossível morrer. Mas perceba que mesmo a arte tem um caráter arquetípico, se não ninguém aceitaria o indivíduo que nela há. O homem está só, mesmo entre iguais! Se fosse possível resgatar a memória completa, será que alguém desejaria conhecê-la? Porque ao conhecer precisamente o outro, torna-se o outro. Torna-se culpado de seus crimes, atormentado por suas angústias, cativo dos mesmos vícios&#8230; Talvez a natureza esteja certa em sua economia mnemônica. Bênção maldita a lembrança de uma vida pobre assim, vida torpe, má. O homem é um mal necessário da Natureza, faz seu trabalho sujo e, por fim, morre para lavar o Mundo de algo tão medonho. O homem teme os mortos à noite, os fantasmas na treva, mas não devia temer, pois é o mais assustador de todos eles. Tão digno de pena e de amor é esse ser como um cão feio, porém amado. O homem rosna e odeia o outro homem com razão, ele sabe muito bem o que o homem é.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Veja como meus sentimentos por ele oscilam, bem como o próprio homem oscila entre divino e infernal. Que é isso, ó homem?! Esse é meu objeto de espanto contigo, bicho-humano, e do meu amor também.</font></p>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#008000">Não quero morrer, meu amor. Desejaria viver todos os dias, não alguns.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Quero ser cruel e dizer: quanto mais te aproximas da morte, mais me amas! Porque não há escolha, só eu posso e quero entendê-lo, guardar sua memória sem perdas porque não morrerei, nem minhas lembranças, jamais. Amor de fada é cruel quando verdadeiro, se fosse sempre afável seria para feri-lo, de uma vez, ao final. Há certeza da honestidade desse amor.</font><font color="#800080">Mas quero ser carinhosa e dizer: não morrerás porquanto também te amo. É tão estranho amar assim, não acha? Desigual…</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#008000">Não é. Torno sua eternidade vazia um espetáculo, sabemos disso, não sou negociável. Só eu tolero que me seduza a seus traiçoeiros mistérios. E se viver tornar-se impossível, por dor ou tédio, ah! Phenômena, posso a qualquer instante largar-me, despencar-me esquecimento a dentro. Ao menos aos humanos os deuses foram caridosos em conceder meios e coragem para sucumbir do Mundo para além. E não me venha torcer em argumentos vãos a íntima verdade, não seria por você.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Perdoe a galhofa, Tropos, conhece meu humor cruel.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#008000">Também sou assim, tenho curiosidade pela miséria, disposição para rodear a dor exaustivamente e rir. E é por isso que ‘te gosto’, menina-fada, minha vítima. É por isso que dou ouvidos à sua solidão. Lá dentro da voz, no tom de cada sílaba doi. Dói existir só, porque entre fadas, entre exércitos e ordas de fadas não há uma amiga sequer; são, na melhor das hipóteses, cúmplices. Também não há amor, os anjos já estão precavidos contra seu time. Você quer, meu amor, alguém que morra com seus segredos e eu sou o único mortal que atravessou daquele mundo para esse, portanto você me ama porque não tem escolha.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Ora&#8230; eu não tinha visto isso em mim; muito bom, rapaz. Que coisa!</font><font color="#008000"></font></p>
<p align="justify"><font color="#008000">Conta mais um conto, fada mentirosa, me distraia.</font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><font color="#800080">Era uma vez dois irmãos gêmeos. Um nasceu, cresceu, viveu e morreu sem ninguém ouvir falar. O outro, pior, sem ninguém de importar.</font></p>
<p><font color="#008000">Babaca.</font></p>
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